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NOVO TRATAMENTO PARA CÂNCER DE TIREOIDE DIFERENCIADO É APROVADO NOS EUA

Neste mês, a agência regulatória norte-americana Food and Drug Administration (FDA) aprovou Nexavar (sorafenibe), da Bayer HealthCare Pharmaceuticals, para o tratamento de pacientes com carcinoma de tireoide diferenciado progressivo, localmente avançado ou metastático, refratário ao tratamento de iodo radioativo (RAI).A incidência de câncer de tireoide, especialmente das formas mais comuns (histologias papilífero e folicular), tem aumentado nos últimos anos, sendo considerado o sexto tipo de câncer que mais atinge mulheres no mundo, com aproximadamente 160.000 casos ao ano. Destes, cerca de 25.000 pessoas acabam morrendo por causa da doença. No Brasil, segundo estimativa do INCA, em 2014 este tipo de câncer será o quinto mais comum em mulheres, com cerca de 8.050 novos casos por ano.Os tipos papilífero e folicular do câncer de tireoide são classificados como “diferenciados” e representam ampla maioria dos cânceres de tireoide.

Embora a maioria dos cânceres de tireoide diferenciados seja tratável, a doença refratária a iodo radioativo localmente avançada ou metastática, é mais difícil de tratar, sendo associada a uma taxa de sobrevivência menor.A aprovação de sorafenibe pela FDA foi realizada em caráter de prioridade, após o Estudo DECISION (que avaliou o tratamento de sorafenibe para câncer de tireoide localmente avançado ou metastático, refratário ao tratamento com iodo radioativo) ter oferecido melhora significativa no tratamento do câncer de tireoide metastático, em comparação às opções existentes no mercado.

O estudo incluiu 417 pacientes e avaliou a eficácia e a segurança de Nexavar no tratamento deste tipo de câncer.De acordo com a Dra. Ana Hoff, chefe da unidade de endocrinologia do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP) e endocrinologista do Centro de Oncologia do Hospital Sírio-Libanês, a nova indicação de Nexavar surge como única opção para tratamento do câncer de tireoide diferenciado em estágio avançado e oferece novas possibilidades para tratamento da doença.”Normalmente, o tratamento principal é a cirurgia e depois os pacientes passam por sessões de iodoterapia. Nexavar é indicado para pacientes com câncer de tireoide metastático, em progressão e que não respondem mais ao iodo. Nesses casos, a quimioterapia se torna ineficaz e Nexavar passa a ser a única opção de tratamento para esses pacientes”, explica a Dra. Ana Hoff.Sobre o Estudo DECISIONO Estudo DECISION (que avaliou o tratamento de sorafenibe para câncer de tireoide localmente avançado ou metastático, refratário ao tratamento com iodo radioativo) foi um ensaio internacional, multicêntrico, que randomizou 417 pacientes com câncer de tireoide bem diferenciado (células de Hürthle, folicular, papilífero e pobremente diferenciada) refratário a iodo radioativo, localmente avançado ou metastático, os quais não haviam recebido nenhuma quimioterapia anterior, inibidores de tirosina-quinase, anticorpos monoclonais com alvo para VEGF ou o receptor do VEGF, ou outras terapias-alvo para câncer de tireoide.

Os pacientes receberam 400mg de Nexavar oral duas vezes por dia ou placebo equivalente. No momento em que ocorria a progressão, e de acordo com a condição clínica de cada paciente, as pessoas que receberam placebo tiveram a opção de mudar para o Nexavar. O endpoint primário do estudo foi a sobrevida livre de progressão, conforme definida pelos Critérios de Avaliação de Resposta em Tumores Sólidos (RECIST, em inglês). Os endpoints secundários incluíram sobrevida global, tempo até a progressão, índice e duração de resposta.

A segurança e a tolerabilidade também foram avaliadas.Sobre o NexavarNexavar, uma terapia oral anticâncer para câncer do fígado e tratamento de pacientes com câncer renal avançado, atualmente está aprovado em mais de 100 países do mundo inteiro.

No Brasil, Nexavar está aprovado para o tratamento de carcinoma hepatocelular não-ressecável e para o tratamento de pacientes com carcinoma de células renais (CCR) avançado que não obtiveram sucesso em terapia anterior à base de interferon-alfa ou interleucina-2 ou foram considerados inadequados a essa terapia.Em estudos pré-clínicos, Nexavar demonstrou inibir múltiplas quinases que parecem estar envolvidas tanto na proliferação de células (crescimento) quanto na angiogênese (suprimento de sangue) – dois processos importantes que permitem o crescimento do câncer. Essas quinases incluem a quinase Raf, VEGFR-1, VEGFR-2, VEGFR-3, PDGFR-B, KIT, FLT-3 e RET.Nexavar também está sendo avaliado pela Bayer e Onyx, grupos internacionais de estudo, órgãos governamentais e investigadores independentes para uma variedade de outros cânceres.

10/12/2013
Fonte: paranashop.com.br

As opiniões emitidas nesta publicação são de seus autores e não refletem necessariamente as opiniões e recomendações da Bayer HealthCare Pharmaceuticals.

 

Obesos têm menos bactérias intestinais

Dieta de fibras, com frutas e verduras, ajuda a equilibrar a população de micro-organismos.

Trilhões de bactérias vivem no intestino humano, e elas têm uma função importante no equilíbrio do corpo. Dois estudos publicados ontem na revista “Nature” mostram que a diversidade e a quantidade destes micro-organismos é menor em pessoas obesas do que com peso normal e que algumas espécies delas servem de marcadores para o risco de doenças relacionadas á obesidade.

– Isto é totalmente novo. Estamos abrindo caminho para testes simples de diagnóstico –  defende um dos autores, Dusko Ehrlich, do Instituto Nacional de Pesquisa Agrícola, na França. –Observando apenas seis espécies de bactérias, podemos dizer quem tem alto risco de ter doenças relacionadas á obesidade com 95% de precisão.

Quanto maior a diversidade da microbiota, mais forte é o sistema [imune, além de maior a produção de vitaminas e de substâncias bioativas que penetram na corrente sanguínea. Fatores genéticos podem influenciar na composição, afirmam cientistas, mas Ehrlich diz que o estilo de vida é também importante. Ele mostra que a dieta rica em fibra, com frutas e vegetais, pode recuperar o equilíbrio das bactérias.

– Demonstramos que a nutrição diminui esse risco, aumentando a riqueza de bactérias. Também abrimos caminho para a produção de probióticos que ajudem na luta contra o ganho de peso – afirmou.

Outro estudo, da Universidade de Copenhague, fez análises genéticas destes micro-organismos e mostrou que pessoas com menor quantidade e diversidade deles são mais obesas do que as demais. Nelas, há ainda o predomínio de bactérias que causam inflamações no trato digestivo, o que afeta o metabolismo e aumenta o risco de diabetes tipo 2 e de doenças cardiovasculares.

– Notamos que se a pessoa pertencer ao grupo de pessoas com menor diversidade da macrobiótica e já desenvolveu a obesidade, poderá ganhar mais peso ao longo dos anos – acrescentou Oluf Pedersen. – Não sabemos o que vem antes, o ovo ou a galinha, mas é um ciclo vicioso que ameaça a saúde.

Segundo o pesquisador, o estudo vai além da compreensão da obesidade e mostra que 23% da população, seja o magro ou o obeso, têm pouca diversidade e quantidade de bactérias. Estas pessoas têm mais inflamações, maior resistência á insulina e elevado nível de gordura no sangue, o que, naturalmente, aumenta o risco de doenças relacionadas á obesidade.

– Os estudos reforçam a importância da dieta. Se como mais alimentos calóricos, ganho peso e, ao mesmo tempo, tenho um desequilíbrio da microbiota intestinal, o que pode agravar o problema – explicou Erasmo Trindade, que faz  pesquisa semelhante na Universidade Federal de Santa Catarina.